quarta-feira, 18 de março de 2015

SOU O QUE SOU, DO MEU JEITO, SEM DESCULPAS



Momix - Grupo de Dançarinos Ilusionistas







“O único meio de fortalecer o intelecto é não ter uma opinião rígida sobre nada – deixar a mente ser uma estrada aberta a todos os pensamentos.”
     John Keats


Sandra freire                                                           
O ser humano quando é tirado brutalmente do doce aconchego, proteção e calor do útero, começa a sofrer. É trazido através de um caminho estreito, seja qual for o meio utilizado. Chora porque sente dor ao respirar pela primeira vez. Sente frio. A isso se chama dar à luz.
A esse ser que ainda não expressa com clareza os próprios sentimentos, é atribuído um sexo, um nome relativo a ele e toneladas de compromissos e obrigações que serão cobrados pela vida afora. São as regras da vida.


Quando alguém decide trilhar um caminho, independente do que lhe foi imposto, diz-se que fez uma opção.
O que dizer dos demais? Que aceitaram a opção que lhes foi imposta?
É preciso pensar o aceite dessa imposição como um recalque quando se faz uma feroz oposição àqueles que ousaram optar. Que optaram por lutar contra a hipocrisia de toda uma sociedade. Que ousaram optar pela felicidade, sob que forma for.

Há dificuldade em aceitar que o diferente poderia ser o convencional, se assim tivesse sido estabelecido. Imaginemos que os “outros” é que fossem diferentes. Que a comunhão homem/mulher ferisse os padrões sociais. Que os pares fossem sempre iguais. Que a procriação devesse se dar sempre sob inseminação artificial, a partir de escolhas genéticas e não aleatoriamente como ocorre com a imensa maioria hoje.

OU

Uma sociedade onde se pudesse escolher este ou aquele parceiro, sem o peso do preconceito declarado ou velado. Que os lados masculino e feminino de uma mesma pessoa pudessem se expressar e realizar livremente. Que, então, uma infinidade de armários pudessem ser abertos e deixar livres seres que precisam se valer do anonimato e do uso dos que "optaram", para que seja mantida a fachada de uma instituição que necessita – desesperadamente - rever seus frágeis valores.

Fica a sensação de que convenções e falsas regras são criados a fim de suscitar empecilhos a uma vida mais pautada na honestidade de sentimentos.



                                                         
                                
                                                           

5 comentários:

Unknown disse...

Sandra, maravilhoso o que voce diz nesse seu texto!

WeLLnEsS disse...

Sensacional! A maioria das pessoas segue o padrão, não ousa por Medo ou as vezes nem sabe que pode, que existem outras formas de ser feliz, q somos Livres.

O Pior disso tudo não é o fato de não aceitar e sim, não Respeitar o outro. A Sociedade está mais alienada do que nunca, e os Jovens mto mais caretas. Parabéns Sandra,pensar fora do "piloto automático" é uma dádiva.
Bjs

Rozana Vieira

WeLLnEsS disse...

Sensacional! A maioria das pessoas segue o padrão, não ousa por Medo ou as vezes nem sabe que pode, que existem outras formas de ser feliz, q somos Livres.

O Pior disso tudo não é o fato de não aceitar e sim, não Respeitar o outro. A Sociedade está mais alienada do que nunca, e os Jovens mto mais caretas. Parabéns Sandra,pensar fora do "piloto automático" é uma dádiva.
Bjs

Rozana Vieira

Unknown disse...

Aos que se rendem a este doce desejo, o pesar de acordar apaixonado todos os dias...por si mesmo e pelas novas possibilidades de amor. Esqueça as convenções... Recuse-se a não ser completamente feliz! Bjks Luiza Ferrari

Unknown disse...

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