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“As
mulheres são perfeitamente conscientes de que quanto mais parecem obedecer mais
dominam.”
Michelet
Sandra Freire
A mulher vem lutando ao longo da
história para assumir –o que considera- seu lugar na sociedade. Muitas
barreiras têm sido derrubadas em favor da igualdade de gêneros. Essas batalhas,
que custaram muitas vidas, continuam sendo travadas no cotidiano feminino. A
guerra ainda está longe do fim, pois o movimento está circunscrito a um pequeno
núcleo feminino atuante.
Os atuais discursos pela
igualdade têm-se pautado preferencialmente na equiparação salarial
entre homens e mulheres.
O feminismo¹ é
um movimento que tem origem no ano de 1848, na convenção dos direitos da mulher
em Nova Iorque.nas nove
anos após, em oito de março de 1957, também em Nova Iorque, tecelãs ocuparam a
fábrica onde trabalhavam e fizeram greve para reivindicação pela redução de 16
para 10h. de trabalho diário, equiparação de salários –recebiam cerca de um
terço do salário de um homem na mesma função – e tratamento digno no ambiente
de trabalho – o que não se dá ainda hoje.
A violenta repressão ao movimento levou à
morte cerca de 130 tecelãs, trancafiadas e carbonizadas no interior da fábrica.
Apesar de o “Dia
Internacional da Mulher” ter sido decidido na Dinamarca, em 1910, apenas em
1975 a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Ergueu-se das cinzas dessas
mulheres uma bandeira que sombreia o brilho de nações que ignoram a força de
intelectuais, políticas, guerreiras, cidadãs, mães, fêmeas, que contribuem das
coxias para que os homens possam exercer suas funções, sem queimar as mãos nos
fogões para se alimentarem, exaurir-se na limpeza de suas casas, desgastar-se
com infinitos detalhes domésticos – minimizados aos olhos de quem não os faz.
As conquistas alcançadas, como
o divórcio, direito ao voto, cargos políticos e outros, esbarram no paredão
manchado com o sangue e suor de mulheres que, por terem estrutura física
inferior a dos homens, ainda são assediadas em seus ambientes de trabalho,
agredidas barbaramente e abusadas por quem deveria as defender.
A sobrecarga a que as
mulheres são submetidas, tendo de conjugar trabalho e assistência doméstica,
tem custado a elas mais do que seria justo admitir.
Na aba da igualdade
feminina, os homens alçaram a zona de conforto que tanto almejaram. Saíram da
casa dos pais e ingressaram na casa da mulher, não raro dividindo despesas, mas
não trabalho e ainda podendo exercer o direito a pensão alimentícia. Grande
conquista masculina!
Quem sabe essa inversão de
valores não deva ser revista, no sentido de permitir ao homem – o sexo forte-,
reassumir seu papel original de chefe de família e provedor, deixando que a
mulher, guiada por sua mão experiente, possa então galgar posições intelectuais
e honrá-lo com conquistas profissionais, só possíveis graças ao apoio doméstico
e financeiro daquele que a elegeu como base familiar.
Esses homens merecem chegar a casa e encontrar
suas mulheres descansadas, produzidas- como nas novelas de TV, bem informadas –
após assistirem os telejornais, sempre dispostas a ouvi-los e fazer com que
sintam-se acolhidos.

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