terça-feira, 17 de maio de 2016

O PENSAMENTO VOA...


“O pensamento positivo pode vir naturalmente para alguns, mas também pode ser aprendido e cultivado, mude seus pensamentos e você mudará seu mundo.”
                                                                                          Norman Vincent Peale

Sandra Freire
Ele é nosso. Só nosso, pessoal e intransferível. Está conosco o tempo todo. Não tem peso ao ser levado junto, mas pode pesar tanto a ponto de nos incapacitar. Traz em si as chaves da felicidade, tristeza, alegria, angústia, esperança, fé, conformação, desespero e paz. Não dita regras, obedece. Deixar o pensamento voar é exercitar a liberdade.

Longe do ser amado, nos ocorre que ele possa estar em outros braços. Pensando, seduzindo e até desejando alguém. Sofremos.  E, sofremos porque queremos. Por que não imaginar que ele possa estar pensando em nós e desejando o mesmo – estarmos juntos? Aí então, só felicidade!

Mesmo quando se quer muito ter algo ou alguém, a certeza de conseguir tem como pano de fundo a dúvida.

Quando um filho (a) não volta numa hora plausível, começamos a pensar que algo grave possa ter ocorrido. Que angústia! Por que então não usar a chave da fé e esperar que ele (a) adentre feliz da vida por ter estado num programinha que fez valer o atraso – o que justifica o celular fora de área?

Quando nossa mãe dá uma sumida, vem logo a preocupação de um mal súbito, uma queda ou algo incapacitante. A apreensão embota o pensamento. Não dá para imaginar que algo bom e diferente do usual possa ter ocorrido? O telefone na bolsa de quem já deixou um tanto da audição pela vida afora, não ajuda muito.

Se uma criança se esconde, o pavor de que tenha caído da janela ou sido levada por alguém e que coisas horríveis estejam acontecendo, nos tira o ar, que desespero! Melhor exercitar a paciência e a memória, revendo o que se fazia nessa mesma fase da infância.

Como o músculo da memória anda meio flácido, mudar coisas de lugar pode significar perda. Mas, o que se pensa é que aquela coisa possa ter sido subtraída por outro ou mesmo tenha ido parar no lixo. Um exercício útil até para a cabeça que anda meio fora do ar, é refazer os passos a partir do último contato com o objeto em questão. Ou, se não houver premência do mesmo, deixe passar. Um dia, ele ressurge.

Apesar de as chaves estarem à disposição para serem utilizadas na ordem certa, quase sempre o são no sentido de gerar incerteza, sofrimento etc. É fato que o poeta é maior na tristeza do que na alegria e que artistas e intelectuais com seus nomes na história, tiveram suas vidas divulgadas pelo viés contrário ao da felicidade. Pra lá de sabido, felicidade não atrai tanto interesse quanto desgraça.


Nosso chaveiro vem completo. Como usá-lo, só depende de nós.

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