“Existe um lugar onde ninguém pode tirar você de mim. Este lugar
chama-se Pensamento... e nele, você me pertence!!”
Charles Chaplin
Sandra Freire
Quando inadvertidamente somos atraídos por alguém,
imediatamente colocamos essa pessoa, como um
croqui, numa tela e a transformamos no nosso ser ideal. Se, entre a atração
e a realidade houver tempo para os retoques finais, nosso trabalho terá operado
a mágica de transformar um trabalho acadêmico, sem grandes pretensões, numa
obra-prima.
Terá
surgido a “terceira pessoa”. E, só entre você e ela pode se estabelecer uma
conexão.
É
assustador pensar que podemos estar fazendo parte da vida de outra (s) pessoa
(s). Assim, sem licença. Aquele que nos aprisiona em seus sonhos decide o nosso
destino. Pode nos conduzir a qualquer lugar. Pode decidir se somos felizes ou
não. Pode nos emprestar outra identidade e até outra aparência. Quando
habitamos os sonhos de alguém, perdemos o controle de nós mesmos.
Podemos
estar vivendo outra vida, como os personagens de uma trama. Essa outra
realidade pode estar se passando num outro plano. Há todo um contexto que faz
com que esse outro cotidiano seja parecido com o real. Emoções são
experimentadas, situações são vividas, outras pessoas compõem a cena. Nossa
personalidade é adaptada aos desejos daquele que nos aprisiona.
Tudo
isso pode parecer irreal, até que nosso tutor se revele. Tomar conhecimento de
que realmente temos estado noutra cena, paralela a real, desperta curiosidade e
vontade de “entrar no jogo”. Jogo cujas peças moldadas pela imaginação de
outrem, pode se configurar de forma indesejada. A imaginação não tem limites e
não corre riscos. Difícil, muito difícil, é deixar esse mundo paralelo na sua
dimensão. Visitá-lo, vivenciar seu cotidiano, se comprazer. Depois,
simplesmente fechar a porta e voltar à realidade.
Realidade essa que tem de oferecer
elementos sedutores capazes de competir com o outro mundo.
Um comentário:
Incrivel a facilidade q vc escreve, a gente lê e concorda com tudo!!!!!!
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