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"A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria,
uma dimensão que desemboca na solidão."
Pablo Neruda Sandra Freire
É
nosso dever declarar amor àqueles que nos são caros. Devemos fazê-lo sem
reservas, a qualquer hora, em qualquer lugar. Amor é dádiva, não é como um
presente comprado. Não importa se o outro te ama, ou não, com a mesma
intensidade. Apenas deixe-o saber que é amado. Dar amor é gratificante. Receber
amor gratifica.
Diga ao outro o quanto o ama. Reafirme seu amor
sempre que possível. Não espere que o
ser amado esteja doente para declarar que ele ocupa um lugar especial na sua
vida.
Não mande flores com um cartão “Eu te amo”. Mande as
flores e DIGA “Eu te amo”.
Não raro, passamos a vida ao lado de pessoas que são
tão importantes para nós, mas que pelo simples fato de estarem sempre ali, não
julgamos necessário dizer o quanto as queremos bem. Achamos que elas sabem.
Isso basta.
Será?
O amor é simples. Teimamos em vesti-lo com uma
importância que ele não quer ter. Ele quer apenas estar. Quando dizemos a alguém: “Eu te amo”, sempre queremos ouvir
o eco. No risco, quase ninguém diz. A trava emocional que possuímos, o medo de
não sermos correspondidos e passar por tolos, nos impede de seguir o caminho
que pode conduzir à felicidade.
Só dizendo é que você pode ouvir o eco. Ou não. Se
não ouvi-lo, vá em frente. Não permita que um desvio sentimental o abale.
Coração dos outros é terra onde ninguém anda. Tente transformar esse sentimento
numa boa amizade. Faça algo por si mesmo, conviva com o ser amado sem mágoa.
Tente identificar nele comportamentos que, aos poucos, possam mostrar que você
estava vivendo uma ilusão.
Mas... Não se
iluda!
Comece por lembrar que todos querem habitar o
coração de alguém. Tendo ou não interesse por esse alguém. Para isso vale tudo,
até dar ilusão ao outro. Maldito Ego! Sempre querendo ser massageado.
Belmiro Braga definia o amor como um ser errante: “Morro
por Filomena, Filomena por Joaquim, o Joaquim por Madalena e Madalena por mim”.
Vamos destravar a língua e dizer ao(s) outro(s):
Gosto de você. Não estamos pedindo nada em troca. Estamos apenas usando nosso direito de contribuir para que o outro se sinta bem, mesmo que esteja usando
uma armadura dourada e reluzente, pronto para entrar numa guerra jamais declarada.




